Com muito prazer queria apresentar a vocês uma crônica sobre esse fantástico primeiro turno do líder do Campeonato Brasileiro, o Clube Atlético Mineiro. O texto tem um gosto especial por ele ter sido cedido por um grande amigo meu, Victor Miranda. Victor é repórter do jornal A Tribuna, um dos jornais mais conceituados da baixada santista. Diferente do resto dos cronistas do Por dentro da redonda, Victor não tem mais nada a provar pra ninguém mas mesmo assim topou nos ajudar e fez essa maravilhosa matéria. Confiram.
Por Dentro da Redonda
Responda sem pensar muito: se você tivesse direito de
escolher cinco jogadores de times da primeira divisão nacional para reforçar
seu time, quem seriam esses nomes? As respostas variam de torcedor para
torcedor. Mas nomes como Neymar, Lucas, Leandro Damião, Fred e Luís Fabiano têm
grandes chances de estar no topo da lista.
Curiosamente, nenhum destes integra o líder
absoluto da competição e campeão simbólico do primeiro turno, o Atlético/MG. Do
Galo, possivelmente os torcedores alheios só se lembrariam de três nomes:Ronaldinho Gaúcho e, muito abaixo, Victor e Réver. Os demais, soam “comuns”
demais para serem apontados como grandes reforços.
Pois bem. É com um elenco mediano no papel, mas extremamente eficiente nas quatro linhas que o clube mineiro vem fazendo história. Superou elencos estelares, como Fluminense, Internacional e Santos,
para fazer o turno mais eficiente da história do Brasileirão por pontos corridos.Com um jogo a menos, alcançou a liderança.
Mas, afinal, qual o que justifica uma campanha com 80% de aproveitamento, uma única derrota, melhor ataque e a segunda melhor defesa? Um enigma de difícil solução e múltiplas interpretações.
A começar pela mudança de gerenciamento. Desde que assumiu o Atlético/MG, em 2008, Alexandre Kalil prometeu à torcida que reconduziria o clube ao caminho dos títulos. Por três temporadas consecutivas
contratou medalhões, investiu milhões e inchou o elenco. Teve como melhor retorno um sétimo lugar em 2009. Nos dois anos seguintes, lutou contra o rebaixamento e terminou a competição com 45 pontos (quase a mesma pontuação do que no primeiro turno deste ano).
Para esta edição, porém, o presidente mudou.Deixou de contratar por atacado e passou a investir em posições específicas. Contratou no começo do ano nomes menos destacados como Marcos Rocha
(América/MG), Leandro Donizetti (Coritiba) e Escudero (Grêmio).
Enxugou o elenco, abrindo mão de nomes como Dudu Cearense, Toró, Daniel Carvalho e Mancini. Mas, mesmo com uma campanha ruim no passado, manteve nomes como Réver, Leonardo Silva, Pierre, Guilherme, Bernard e principalmente o técnico Cuca.
A manutenção do treinador, aliás, é fundamental para o desempenho da atual temporada. Marcado por montar grandes equipes, que fracassam na reta final (Goiás de 2003, São Paulo de 2004 e Botafogo de 2008 e 2009 e Cruzeiro de 2010, por exemplo), Cuca ficou mais forte com o respaldo
dado pela direção.E, para a competição nacional, sugeriu nomes para chegar ao Galo com nível de titularidade. Assim, vieram os contestados em outros clubes Júnior César, Jô e Ronaldinho Gaúcho, além do goleiro Victor e do meia-atacante Danilinho.
Pronto, mais do que 11 titulares, o Galo passou a ter pelo menos 16 jogadores em condições de atuar. Cuca imprimiu um time ofensivo, como fez em seus trabalhos mais destacados. Kalil deixou de falar
tantas bobagens na imprensa e em seu twitter. O Centro de Treinamento do clube,o mais moderno do País, passou a ser um trunfo extra. E a apaixonada torcida atleticana, ávida por conquistas, voltou a se empolgar e a empolgar o time.
Os principais rivais do alvinegro mineiro,Fluminense e Grêmio, também fazem uma campanha equilibrada e elogiável. Se Cuca não se desequilibrar emocionalmente e Ronaldinho e Jô não trocarem os gols
pelas baladas, tudo parece caminhar no rumo certo para o clube. Na verdade, é até difícil acreditar que o clube mineiro terá pernas e fôlego para manter um desempenho tão excepcional. Mas esse elenco também já ensinou que não se pode descartar nenhuma hipótese quando o assunto é o Clube Atlético Mineiro.
Por: Victor Miranda
Responda sem pensar muito: se você tivesse direito de
escolher cinco jogadores de times da primeira divisão nacional para reforçar
seu time, quem seriam esses nomes? As respostas variam de torcedor para
torcedor. Mas nomes como Neymar, Lucas, Leandro Damião, Fred e Luís Fabiano têm
grandes chances de estar no topo da lista.Curiosamente, nenhum destes integra o líder absoluto da competição e campeão simbólico do primeiro turno, o Atlético/MG. Do Galo, possivelmente os torcedores alheios só se lembrariam de três nomes:Ronaldinho Gaúcho e, muito abaixo, Victor e Réver. Os demais, soam “comuns” demais para serem apontados como grandes reforços.
Pois bem. É com um elenco mediano no papel, mas extremamente eficiente nas quatro linhas que o clube mineiro vem fazendo história. Superou elencos estelares, como Fluminense, Internacional e Santos, para fazer o turno mais eficiente da história do Brasileirão por pontos corridos.Com um jogo a menos, alcançou a liderança.
Mas, afinal, qual o que justifica uma campanha com 80% de aproveitamento, uma única derrota, melhor ataque e a segunda melhor defesa? Um enigma de difícil solução e múltiplas interpretações.
A começar pela mudança de gerenciamento. Desde que assumiu o Atlético/MG, em 2008, Alexandre Kalil prometeu à torcida que reconduziria o clube ao caminho dos títulos. Por três temporadas consecutivas contratou medalhões, investiu milhões e inchou o elenco. Teve como melhor retorno um sétimo lugar em 2009. Nos dois anos seguintes, lutou contra o rebaixamento e terminou a competição com 45 pontos (quase a mesma pontuação do que no primeiro turno deste ano).
Para esta edição, porém, o presidente mudou.Deixou de contratar por atacado e passou a investir em posições específicas. Contratou no começo do ano nomes menos destacados como Marcos Rocha (América/MG), Leandro Donizetti (Coritiba) e Escudero (Grêmio).
Enxugou o elenco, abrindo mão de nomes como Dudu Cearense, Toró, Daniel Carvalho e Mancini. Mas, mesmo com uma campanha ruim no passado, manteve nomes como Réver, Leonardo Silva, Pierre, Guilherme, Bernard e principalmente o técnico Cuca.
A manutenção do treinador, aliás, é fundamental para o desempenho da atual temporada. Marcado por montar grandes equipes, que fracassam na reta final (Goiás de 2003, São Paulo de 2004 e Botafogo de 2008 e 2009 e Cruzeiro de 2010, por exemplo), Cuca ficou mais forte com o respaldo dado pela direção.E, para a competição nacional, sugeriu nomes para chegar ao Galo com nível de titularidade. Assim, vieram os contestados em outros clubes Júnior César, Jô e Ronaldinho Gaúcho, além do goleiro Victor e do meia-atacante Danilinho.
Pronto, mais do que 11 titulares, o Galo passou a ter pelo menos 16 jogadores em condições de atuar. Cuca imprimiu um time ofensivo, como fez em seus trabalhos mais destacados. Kalil deixou de falar
tantas bobagens na imprensa e em seu twitter. O Centro de Treinamento do clube,o mais moderno do País, passou a ser um trunfo extra. E a apaixonada torcida atleticana, ávida por conquistas, voltou a se empolgar e a empolgar o time.
Os principais rivais do alvinegro mineiro,Fluminense e Grêmio, também fazem uma campanha equilibrada e elogiável. Se Cuca não se desequilibrar emocionalmente e Ronaldinho e Jô não trocarem os gols pelas baladas, tudo parece caminhar no rumo certo para o clube. Na verdade, é até difícil acreditar que o clube mineiro terá pernas e fôlego para manter um desempenho tão excepcional. Mas esse elenco também já ensinou que não se pode descartar nenhuma hipótese quando o assunto é o Clube Atlético Mineiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário